A gestão financeira corporativa é um campo repleto de conceitos complexos e decisões críticas.
No entanto, muitos gestores ainda seguem mitos ultrapassados que comprometem a eficiência operacional, a rentabilidade e a sustentabilidade dos negócios.
Neste artigo, vamos desmistificar 10 equívocos comuns sobre finanças corporativas, proporcionando uma abordagem técnica e atualizada, fundamentada nas melhores práticas de controladoria, contabilidade gerencial e planejamento financeiro.
Ao eliminar essas falácias, sua empresa poderá tomar decisões mais assertivas e fortalecer sua saúde financeira a longo prazo.
Alguns gestores ainda acreditam que as demonstrações financeiras podem ser geradas manualmente, utilizando planilhas e revisões visuais, sem a necessidade de sistemas automatizados.
No entanto, a automação contábil deixou de ser uma simples tendência e se tornou uma necessidade estratégica.
Ela não só minimiza erros humanos e acelera o processo de fechamento contábil, mas também assegura conformidade com as normas do CPC, IFRS e legislações fiscais.
Além disso, a automação facilita a integração com ERPs, BI e plataformas de compliance, aumentando significativamente a confiabilidade e a capacidade analítica das demonstrações financeiras.
Com isso, a empresa se torna mais eficiente, assertiva e preparada para atender às exigências regulatórias e estratégicas.
Muitos gestores financeiros acreditam que gerenciar todos os dados financeiros de maneira estruturada é algo restrito a grandes corporações ou instituições financeiras, considerando a governança de dados uma meta inalcançável.
No entanto, a governança financeira é plenamente acessível a empresas de todos os portes.
Ao implementar controles internos eficazes, definir políticas contábeis e fiscais claras e adotar tecnologias como soluções de automação da gestão financeira, é possível construir um ambiente de dados confiável, auditável e estratégico.
Com uma governança robusta, a empresa não só facilita as auditorias e acelera as tomadas de decisão, mas também mitiga riscos operacionais e reputacionais, criando uma base sólida para um crescimento sustentável e em conformidade com as melhores práticas do mercado.
Em muitos casos, é comum ouvir que, se a empresa apresenta lucro na DRE (Demonstração do Resultado do Exercício), presume-se que há caixa disponível para suas operações.
No entanto, lucro e fluxo de caixa são conceitos distintos e não devem ser confundidos.
O lucro contábil é calculado com base no regime de competência, que reconhece receitas e despesas quando são geradas, independentemente de terem ocorrido efetivamente em termos de fluxo de caixa.
Já o fluxo de caixa reflete as entradas e saídas reais de dinheiro da empresa, ou seja, o movimento financeiro imediato.
Uma empresa pode apresentar lucro contábil positivo, mas ainda assim enfrentar sérias dificuldades de liquidez e até mesmo risco de quebra, caso enfrente problemas como inadimplência elevada ou capital de giro comprometido.
Portanto, é essencial analisar ambos os indicadores, lucro e fluxo de caixa, para ter uma visão completa da saúde financeira da empresa.
De acordo com alguns profissionais, somente grandes empresas têm condições de acompanhar indicadores financeiros detalhados por área ou projeto.
Contudo, com ferramentas como soluções de FP&A, empresas de qualquer porte podem criar painéis dinâmicos, customizados e em tempo real.
Isso permite o acompanhamento de KPIs estratégicos e operacionais com segmentação por filial, produto, unidade de negócio ou canal de vendas.
Você já ouviu a seguinte afirmação: “O financiamento é um peso no balanço patrimonial e deve ser evitado a todo custo.”
Porém, quando bem estruturado, o financiamento é uma alavanca de crescimento. Ele pode otimizar o uso de capital próprio, aumentar a rentabilidade dos acionistas (ROE) e acelerar projetos estratégicos.
O importante é respeitar a capacidade de pagamento, o custo de capital e utilizar modelos de análise como o fluxo de caixa descontado (DCF) ou o EVA para tomada de decisão.
É comum ouvir a suposição de que, se a empresa está aumentando suas vendas, o lucro automaticamente acompanhará esse crescimento.
No entanto, nem todo crescimento é sinônimo de aumento de lucratividade.
Se a expansão ocorrer com margens reduzidas, custos descontrolados ou falta de capacidade operacional, o crescimento pode, na verdade, gerar prejuízos.
É crucial realizar análises de viabilidade econômica detalhadas, monitorar de perto o controle de custos fixos e elaborar projeções orçamentárias baseadas em cenários realistas.
O crescimento sustentável depende de uma gestão eficiente dos recursos, garantindo que a expansão seja feita de maneira rentável e dentro das capacidades operacionais da empresa.
Alguns gestores acreditam que cortar despesas de forma indiscriminada sempre resultará em aumento de lucro. No entanto, reduzir custos sem uma análise criteriosa pode prejudicar a operação e a inovação da empresa.
É essencial distinguir entre gastos produtivos e desperdícios.
Enquanto eliminar desperdícios é uma prática positiva, cortar investimentos essenciais pode comprometer o crescimento e a competitividade.
A verdadeira alavanca para aumentar a rentabilidade está na eficiência operacional, na inovação constante e na diferenciação competitiva.
Ferramentas como o custeio baseado em atividades são extremamente úteis para identificar pontos de ineficiência e otimizar os custos de maneira estratégica, garantindo que os cortes sejam feitos de forma inteligente e alinhada aos objetivos de longo prazo.
Muitos profissionais acreditam que quanto mais caixa, melhor a saúde da empresa.
Porém, excesso de caixa parado representa oportunidade perdida. O capital precisa estar alocado de forma estratégica: investido em aplicações rentáveis, reinvestido no negócio ou direcionado para otimizar o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE).
A gestão de caixa eficaz busca liquidez com rentabilidade.
Alguns analistas afirmam que o planejamento financeiro é uma prática exclusiva de grandes empresas e multinacionais, sugerindo que pequenas e médias empresas não necessitam desse processo.
No entanto, empresas de todos os portes devem realizar planejamento financeiro e orçamentário, incluindo projeções de receitas, custos, investimentos e fluxo de caixa.
Esse planejamento não apenas permite antecipar riscos, mas também ajuda a definir metas realistas, a embasar decisões estratégicas relacionadas à expansão, precificação e até à contratação de crédito.
A falta de um planejamento financeiro adequado pode comprometer a capacidade de crescimento sustentável, mesmo em empresas menores.
Você já ouviu a ideia de que basta reduzir o preço para atrair clientes?
Embora isso possa ser verdade em algumas situações específicas, como em produtos com grande sensibilidade ao preço ou descontos pontuais, reduzir preços constantemente pode aumentar o volume de vendas, mas prejudica as margens de lucro e o valor da marca.
Estratégias mais eficazes para impulsionar as vendas incluem agregar valor ao produto, melhorar a qualidade do serviço, personalizar a experiência do cliente e investir em fidelização.
Essas abordagens não só atraem clientes, mas também fortalecem a marca e garantem vendas lucrativas, mantendo um equilíbrio saudável entre volume, preço e percepção de valor.
Desmistificar esses mitos é essencial para fortalecer a governança financeira, aprimorar a tomada de decisões e maximizar a criação de valor.
Empresas que adotam uma abordagem sólida de educação financeira e gestão técnica têm muito mais chances de prosperar, mesmo em um ambiente cada vez mais competitivo e volátil.
Ao superar essas falácias, as organizações podem tomar decisões mais informadas, reduzir riscos e melhorar sua sustentabilidade financeira.
Investir em um planejamento orçamentário bem estruturado, na implementação de controladoria estratégica e na automação financeira não é apenas uma escolha inteligente, mas uma necessidade para se destacar no mercado.
Empresas preparadas para esses desafios têm mais controle sobre suas operações, conseguem identificar oportunidades com maior precisão e alcançam um crescimento consistente.
Se você deseja estruturar um modelo de planejamento financeiro robusto ou implementar ferramentas de automação e controle estratégico, entre em contato conosco para dar os próximos passos rumo ao sucesso.
Para mais artigos sobre planejamento financeiro e outras práticas financeiras, visite o blog da LeverPro e fique por dentro das melhores estratégias para otimizar a saúde financeira da sua empresa.
Leia também:
Se você deseja estruturar um modelo de planejamento orçamentário, controladoria estratégica podemos ajudar você a dar o primeiro passo ruma a transformar esses mitos em vantagens competitivas.
Baixe agora um checklist completo e gratuito de planejamento anual.